A UFPA nesta terça feira realizou um debate sobre o Enem veja a matéria do site da federal:
Vários questionamentos foram colocados em evidência na manhã desta terça-feira (6), durante o debate promovido pela Pró-Reitoria de Ensino de Graduação da UFPA (PROEG) sobre o novo modelo de processo seletivo a ser adotado, este ano, na Universidade. A UFPA deve ou não adotar o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e, consequentemente, o Sistema de Seleção Unificado do Ministério da Educação (SiSU/MEC)? Se adotar, deverá fazê-lo total ou parcialmente? Para que campi, cursos e número de vagas?
Segundo o reitor da UFPA, Carlos Maneschy,“a discussão é importante para o nivelamento de informações e contribui significativamente para oferecer bases à tomada de decisão na Universidade”. Além do reitor, compuseram a mesa os dirigentes do MEC, Tiago Leitão, diretor do SiSU; e Mauro Cezar Chaves, procurador jurídico do MEC. Os convidados foram recepcionados pelo professor Héliton Tavares, docente da UFPA e ex-diretor de Avaliação Básica do Inep/MEC; e pela professora Marlene Freitas, pró-reitora de Ensino de Graduação da UFPA.
Também estiveram presentes ao encontro duas instituições que aderiram ao ENEM como modelo de seleção para ingresso de universitários em 2010. Alexandre dos Anjos, coordenador do Processo Seletivo da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), e Rosana Parente, pró-reitora de Ensino de Graduação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), expuseram suas experiências com o SiSU.
Enquanto a UFMT aderiu totalmente ao Sistema, a UFAM ofertou metade de suas vagas pelo SiSU e a outra metade foi preenchida por meio da realização de um vestibular próprio. Os representantes das duas instituições de ensino superior destacaram a facilidade da ferramenta para a seleção de candidatos e a possibilidade de ampliar o número de candidatos nos processos .
“O mito da 'invasão de estudantes de outros Estados’ não se mostrou fundamentado”, declarou Alexandre dos Anjos. Tanto na UFMT, quanto na UFAM, mais de 80% dos alunos matriculados em 2010 eram do próprio Estado e ambos garantiram que o número de vagas não preenchidas ou de desistência não foi significativamente alterado.
De acordo com os dirigentes do MEC, cada universidade pode aderir ao Enem/SiSU conforme desejar, escolhendo, se for o caso, que campi, cursos de graduação e número de vagas seriam disponibilizados para o Sistema. Há quem prefira disponibilizar apenas as vagas não preenchidas ou cadastrar na ferramenta os percentuais de vagas a serem reservados para políticas de ações afirmativas mantidas em cada instituição. A UFPA avalia como boa alternativa a possibilidade de considerar o ENEM como uma das etapas de seu processo.
Propostas - Ao todo, a UFPA recebeu, via e-mail, 60 propostas para um novo modelo de processo seletivo, das quais, doze solicitaram que o vestibular voltasse a ser específico para cada área de conhecimento, como Ciências Biológicas, Ciências Exatas, Ciências Humanas e Letras e Artes. De acordo com a pró-reitora de Ensino, Marlene Freitas, “essa não é uma proposta viável devido ao fato de a estrutura da Universidade não mais permitir esse regresso, principalmente porque o mundo contemporâneo, globalizado, não admite mais a segregação do conhecimento”. No entanto, de alguma forma, todas as propostas serão consideradas.
Em coletiva de imprensa realizada logo após o debate, a pró-reitora de Graduação afirmou que o evento atingiu o objetivo esperado: democratizar a discussão sobre o novo modelo de ingresso na Instituição. O relatório sobre o encontro será estudado por uma comissão da PROEG e, em seguida, submetido ao Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE). A decisão definitiva deve ser divulgada até o final do mês de abril e as mudanças devem ser incorporadas ainda no processo de 2011.
Para saber mais sobre o SISU, acesse: http://sisu.mec.gov.br/
Texto: Glauce Monteiro, com colaboração de Jéssica Souza - Assessoria de Imprensa da UFPA
Foto: Karol Khaled
Bom pelo que foi escrito nessa matéria, algumas coisas estão bem explicadas à primeira é que a UFPA ainda não decidiu em aderir o Enem, pelo que se viu o debate ainda não resolveu o caso por completo e sim só adiou a resposta. Pelo que se ver o pensamento da federal no caso Enem mudou, antes era dada por certo não aderirem, agora passa por uma melhor reflexão do caso. Pelo que soube um dos principais argumentos para não aderirem era o fato de alunos de outros estados invadirem e pegarem nossas vagas, mas Alexandre dos anjos afirmou que isso não é verdade, que 80% das vagas na UFMT foram preenchidas por alunos locais.
E a segunda informação confirmada é que o vestibular por área dificilmente será adotada pelo fato de ser anti-contempôranea, segregar o conhecimento é algo inviável para a universidade. Bom, se forem ver realmente eles estão certos, se é para prestar vestibular que seja em todas as disciplinas com o mesmo valor e não cada uma com maior importância em cada curso.
As respostas para as nossas duvidas sobre o vestibular da UFPA deste ano só será respondida no fim de abril, por isso continuaremos estudando o programa da UEPA que continua o mesmo sem mudança nenhuma. Então, até lá!
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